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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Riverdale


Há uns meses atrás cometi o erro de ver o 13 Reasons Why e depois disso a minha vida nunca foi a mesma... tocou-me tanto que nunca mais consegui achar graça a filmes e séries. Mas decidi que um dia tinha de fazer um desmame e por recomendação de um amigo do meu moço, começamos a ver Riverdale.

A primeira temporada teve 13 episódios e a segunda temporada vai surgir em Outubro.

A trama desenvolve-se em volta de um homicídio que ocorreu numa cidade certinha que veio a revelar que certinha não tem nada.

Mostram-nos imagens visualmente interessantes, os personagens são todos pipis e coise e tal, mas não é nenhum segredo que a série só puxa porque queremos saber afinal quem é que matou o rapaz. Não existe nenhum mal nisso, numa série bem construída as vezes as coisas mais simples são até as que funcionam melhor.

Gostei da série? 

Epá até gostei... mas algumas cenas são tão clichés, tão previsíveis e as vezes tão exageradamente dramáticas que num momento estava vidrada a olhar para o ecrã e noutro momento estava "deixa lá ver se está a acontecer alguma coisa interessante no facebook".  

Para quem não sabe do que estou a falar... está aqui o trailer:



Quem viu, o que acharam?

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Pior que os homens


Sabem aquele estereotipo de que uma mulher quando está doente, acaba por agir como se não fosse nada de mais e faz tudo aquilo que precisa de fazer enquanto o homem fica na cama a exagerar que pode ser as suas últimas palavras porque provavelmente vai morrer? Pronto... eu neste cenário sou definitivamente um homem.

Mas depois o papel de mulher mistura-se nisto tudo e o que acontece é que "estou a morrer" mas guardo esse pormenor para mim porque sou muito orgulhosa para admitir que está a doer ou algo que se pareça.

Estou com uma bela de uma amigdalite, antes de começar a tomar o antibiótico, as minhas bichas estavam tão inchadas que a minha garganta quase que fechava. Ontem tinha tantas dores no corpo e tantos calafrios que mal me consegui levantar para me alimentar.

As vezes pergunto-me como é que vai ser quando me juntar e ele estiver em alto mar e eu sozinha em casa, será que vou chamar a mamã para me socorrer ou vou ser orgulhosa e morrer de fraqueza na cama? *






*Não vai acontecer nada, vou ganhar vergonha na cara e cuidar de mim porque têm que ser.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Converter-me numa dona de casa xpto


Ainda não há mobília nem chave na mão, ainda não tenho nada para arrumar, limpar ou seja o que seja, mas já estou a pensar em algo inevitável... Qual será a minha performance como dona de casa?
Vou ser sincera, não conheço a vida de outras pessoas a fundo, mas o facto é que não conheço ninguém tão desarrumado ou desleixado como eu.

Sou o tipo de pessoa que dá prioridade a dormir a arrumar o quarto.

Não sei se é da quantidade de tralha que tenho na casa dos meus pais, não sei se é de não ter as coisas à minha maneira, mas a realidade mais provável é que eu sou uma preguiçosa nata.

Pessoas bué adultas da cena que já andam na vida de morar fora da casa dos papás há mais tempo, digam-me uma coisa... também eram assim e a coisa mudou? Ainda há esperança na minha pessoa? É possível que estime mais a casa por ser MINHA?

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Desamores de uma empregada de mesa (1)


Quando te dizem que querem fazer já já o pedido porque estão com imensa pressa e depois ficam a fazer sala até depois da hora da tua saída. 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Stress Pós-Ikea

Até há uns dias atrás nunca tinha ido ao ikea. Os meus pais nunca tiveram grandes planos de decorar a casa desde que me lembro e apesar de ter amigos que vão lá só para jantar ou almoçar como se aquilo fosse uma relíquia da gastronomia sueca, nunca calhou ter lá ido. 

A primeira impressão que tive não foi a mais maravilhosa. Regressei ao passado e foi quase como entrei na Primark pela primeira vez, quando ainda não havia loja no Colombo nem no Almada Forum. Foi uma sensação avassaladora, senti desde agorafobia a claustrofobia ou outra sensação qualquer exagerada. Aquilo estava à pinha, quase como milhares se tivessem lembrado que não tinham mais nada para fazer e decidiram ir ao IKEA como se de um museu se tratasse. 




Fomos com intenção de encontrar a nossa mobília para a sala, nisto procrástinamos um pouco e vimos possível mobiliário para o terraço mesmo depois de termos concordado que iríamos começar só com o essencial. Entretanto já estávamos a ver material de escritório, seguidamente passamos para os pratos... voltamos à mobília da sala, experimentamos todos os sofás que estavam em exposição e empancamos na questão de eu me sentir atraída por móveis brancos e ele sentir-se atraído por móveis pretos e apesar de estarmos fartos de saber que podemos conjugar perfeitamente os dois em harmonia, tiramos uma foto, tiramos duas e saímos de lá sem nada. 


Até há um tempo atrás estava iludida de que decorar ou mobilar uma casa ia ser canja e que os longos anos de experiência a jogar sims iriam me ajudar, mas a vida não é um jogo de simulação, e em termos de gostos quando se fala no plural, a coisas complicam-se. 







Ilustração tirada daqui

terça-feira, 11 de julho de 2017

Tomei o maior passo da minha vida

A brincar mas sem querer brincar, meti na ideia que queria comprar uma casa e comecei a ver apartamentos e moradias com o meu namorado...

Toda a gente me dizia que era um absurdo, que deveria tirar essa ideia da minha cabeça e pensar em alugar, porque se as coisas corressem mal, era mais fácil voltar atrás. Podem dizer que sou uma iludida, mas porquê que deveria correr do principio que as coisas vão correr mal? E se começar a evitar fazer coisas na minha vida com medo que elas corram mal, nunca hei de conquistar nada!

Depois de meses à procura de casa já estava frustrada. Encontrar uma casa que fosse de acordo com aquilo nós queríamos e dentro do preço que nós podíamos pagar, revelou-se uma tarefa difícil. Em Abril vimos um anuncio de uma casa que pelas fotos não nos parecia ser grande coisa, mas que ao vivo nos deixou rendidos de tal modo que apenas umas horas depois de a termos visitado, fizemos logo uma proposta.

Parece que aconteceu tão rápido e ao mesmo tempo parece que tudo está a acontecer devagar... Estou numa ansiedade terrível acompanhada com uma saudade por antecipação da casa que cresci e ainda não abandonei. 

Faltam uns dias para fazer a escritura, mas posso dizer oficialmente que somos proprietários de uma casa.


quarta-feira, 5 de julho de 2017

1 ano nesta vida

Durante a minha época de ensino secundário, sempre tive a ideia que se por alguma eventualidade da vida não conseguisse um emprego na área dos meus estudos, iria tentar qualquer emprego digno que me pudesse sustentar. 

Olhava para operadores de caixa, empregados de balcão, empregados de mesa e achava que devia "ser canja trabalhar em algo assim, nem puxava muito do intelecto e que qualquer pessoa o conseguiria fazer" (lies... all lies). 

Claro que desvalorizamos a dificuldade das coisas, quando não sabemos como realmente são e as piadas sobre o atendimento directo ao público não são apenas piadas, são obstáculos que testam a nossa paciência todos os dias. 


Por tudo o que aprendi na restauração e por todo o respeito que ganhei pelos trabalhadores de atendimento ao público, acho que antes de frequentar-mos qualquer tipo de estabelecimento, deveríamos estar na pele de quem nos atende, nem que fosse um dia, só para entender a dureza que é trabalhar nestas áreas e assim, tenho quase a certeza que não seria um trabalho tão ingrato como é. 

Se não fosse um trabalho ingrato, será que estaria mais feliz? Se fosse bem remunerada, seria o meu emprego de sonho? 

Eu chego a casa todos os dias exausta, com dores no corpo e na alma, passo mais horas fechada no meu trabalho do que tempo a dormir e a desfrutar da companhia dos meus familiares e amigos em simultâneo. Com isto tudo, ontem fez um ano que me meti nesta vida e por continuar a não conseguir experiência na minha área de estudos, ando num ciclo vicioso, do qual não consigo sair.

Pelo menos tenho a minha saúde e alguns trocos (só que não).